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terça-feira, fevereiro 26, 2008

GPS - Quem tem boca vai a Roma

Em uma viagem recente aluguei junto com o carro um GPS modelo Airis T92A.

O objetivo de ter o GPS em mãos era claro, eu gostaria de ir em lugares que eu não tinha a mínima idéia de onde eram e inocentemente pensei que bastava o GPS. Não bastou.

Contextualizando

A cidade era Salvador, a escolha da locadora Hertz se deu exclusivamente porque era a única que tinha GPS com mapas da cidade. Ao fazer a reserva escolhi a loja mais próxima do hotel que estávamos. A Hertz tem três lojas em Salvador, uma no aeroporto, e duas na mesma avenida que se chama Octavio Mangabeira, uma numa ponta e outra na outra. A Hertz não tem opção de incluir o GPS na reserva feita na internet sendo necessário posterior contato por telefone para associar o GPS a reserva. Assim o fiz.

Quando peguei o táxi no hotel em direção a locadora o taxista disse a avenida era bastante extensa e pediu pelo radio o telefone da loja. Ele mesmo ligou, confirmou pelo telefone o endereço e o numero da loja. A confirmação apontou para uma loja que ficava próxima ao aeroporto e bem distante do hotel. Fiquei desconfiado já que eu tinha olhado no mapa e escolhido a loja que ficava mais perto do hotel e eu mesmo liguei para a loja confirmando o número:

- O numero daí é 3370?
- Sim senhor, é sim.
- Mas fica perto do Aeroporto?
- Sim senhor, fica sim.
- Ok. Obrigado

Segue então. 40 minutos depois, chegamos a loja:

- Bom dia, eu fiz uma reserva...
- Senhor, não existe nenhuma reserva em seu nome.
- Como
assim não?
- A reservado do senhor foi para outra loja nessa mesma rua.
- O que? Mas eu liguei confirmando, o numero aqui não é 3370?
- Não, aqui é 40.
- Ahhhhh?
- ....(Podem imaginar a discussão que se sucedeu)
- Mas eu não posso pegar o carro aqui, não? Esta no caminho da onde estou indo (Litoral norte)
- Sim, mas não temos GPS nessa loja, senhor. Você pode pegar o carro e ir até a loja que o senhor fez a reserva e retirar o GPS.
- Mas como eu vou chegar na outra loja se o GPS era justamente para me dar os caminhos?
- Não sei não senhor.


Pegamos outro táxi e seguimos 30 minutos até a outra loja na mesma rua.

- Bom dia, eu fiz uma reserva...
- Sim senhor, seu carro está pronto.
- Ahhh que ótimo.
5 minutos depois...
-Cadê o GPS?
- Que GPS?
- O que eu reservei.
- Não consta nenhuma reserva de GPS não senhor. GPS só na loja do Aeroporto.
- O que?????

Contei toda estória para a mulher que foi bastante compreensiva e reconheceu o erro e me ofereceu um upgrade para compensar o problema. Aceitei de bom agrado, claro, mas não resolvia, como eu ia chegar ao aeroporto de carro, numa cidade desconhecida e que tem um dos trânsitos mais pervertidos que já tinha visto? Quem tem boca vai a Roma e também ao aeroporto. Assim fomos.

Pegamos o bendito GPS e pensamos: Agora e só ir para a praia. Não foi.
Setei o endereço de onde eu queria ir. Já sabia que o caminho era pela linha verde que passa pertinho do aeroporto. Logo na saída do aeroporto o GPS me manda virar a direita, obedeci e cai dentro de um estacionamento de uma empresa de táxi, em seguida me mandou pegar a direita de novo. Era uma viela de terra que mal passava uma carroça. O sinal amarelo acendeu e eu voltei para a rua que eu tinha saído porque tinha visto placas indicando a estrada. Peguei a estrada e ele começou a me mandar sair da estrada. Que diabos! Pensei. Eu sabia que meu primeiro destino era 50km distante por essa estrada. Por um lapso de subserviência a maquina resolvi atender o que ele queria.

- Deve ser um atalho. Justifiquei.

- Humm. Respondeu secamente minha namorada que já estava irritada por perder parte da manhã de sol por causa do GPS.

-Vire a esquerda em 800 metros.

-Vire a direita em 500 metros.

O GPS me mandou para uma quebrada que não da para descrever e nesse momento aprendi a primeira lição:

Primeira lição: Quem manda é você. Se o GPS te mandar entrar num beco não entre. O bobo aqui entrou.

Desliguei o maldito. Procurei um lugar seguro e perguntei para um taxista o caminho e fui embora até o meu destino, sem o GPS fácil, fácil.

- Como vamos voltar? Você sabe chegar no hotel? Ela perguntou.

- Hotel. Humm... Hotel, sei não.

- Vamos tentar o GPS de novo quem sabe agora ele não funciona.

E ele não funcionou. Não consegui setar o endereço do hotel e então coloquei um ponto arbitrário no bairro que ficava o hotel. Se conseguíssemos chegar lá era só perguntar de novo. Quase anoitecendo pegamos a estrada e quando chegamos dentro da cidade o sujeito insistia em me mandar sair da avenida em que eu estava, mas dessa vez depois de ter aprendido a 1ª lição não sai. A cidade é bem sinalizada e resolvi seguir as placas e chegamos no hotel numa boa.

Claro que como um bom geek não me daria por vencido.

-Porque você está tirando o GPS do carro?

-Vou levar ele para o quarto.

-O que? Você não desistiu ainda não? Não acredito.

Enquanto ela tomava banho, eu ainda com os pés cheio de areia peguei o manual do bichinho. Ele tava todo configurado errado, o sujeito que estava anteriormente com ele tinha configurado para priorizar o tempo de calculo de rota invés da precisão. Além disso, quando eu setei o endereço eu não especifiquei a cidade, nesse caso ele calcula o mais próximo do ponto atual, por infeliz coincidência as duas cidades tinham praias com o mesmo nome.

Segunda lição: Leia o manual antes de usar.

No resto do final de semana o GPS foi muito útil, fui aprendendo a lidar com ele aos poucos, ignorando as contramãos que ele me mandava e sempre acompanhando as placas para ver se estava no rumo certo. Até ela se surpreendeu:

- É. Até que ele acertou dessa vez.

3 Comments:

At 8:35 AM, Blogger Juvenal Júnior said...

Fala Sol! blz?

Cara, que maluco este negócio do GPS hein! As vezes pensamos que não precisa olhar o manual e já vamos metendo a mão e tals e tals, hehehee, valeu a experiência né!
Abraço!
Juv

 
At 11:54 AM, Anonymous Anônimo said...

desculpe-me, mas este não é o provérbio correto, o certo é: Quem tem boca VAIA Roma!

 
At 7:35 PM, Blogger RodrigoSol said...

Não precisa se desculpar. É verdade que existe VAIA Roma. Mas a língua é viva e eu gosto muito do "vai a Roma". Aprendi assim com criança e faz muito mais sentido nesse contexto do que vaia.

 

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